{"id":110,"date":"2026-10-23T18:22:52","date_gmt":"2026-10-23T18:22:52","guid":{"rendered":"https:\/\/map.eng.br\/blog\/calculo-capacidade-carga-estacas\/"},"modified":"2026-10-23T18:22:52","modified_gmt":"2026-10-23T18:22:52","slug":"calculo-capacidade-carga-estacas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/map.eng.br\/blog\/calculo-capacidade-carga-estacas\/","title":{"rendered":"Capacidade de Carga de Estacas: M\u00e9todos de C\u00e1lculo"},"content":{"rendered":"<article>\n<p>O <strong>c\u00e1lculo capacidade de carga estacas<\/strong> resulta da soma de duas parcelas: a <strong>resist\u00eancia de ponta<\/strong> e a <strong>resist\u00eancia por atrito lateral<\/strong>, conforme estabelece a <a href=\"https:\/\/www.abnt.org.br\" title=\"ABNT \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Normas T\u00e9cnicas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ABNT<\/a> NBR 6122:2022 \u2014 Projeto e execu\u00e7\u00e3o de funda\u00e7\u00f5es. Dominar esse c\u00e1lculo \u00e9 essencial para qualquer dimensionamento de funda\u00e7\u00f5es seguro: a norma reconhece tr\u00eas caminhos para chegar a esse valor \u2014 m\u00e9todos semiemp\u00edricos correlacionados ao SPT, provas de carga est\u00e1ticas e m\u00e9todos te\u00f3ricos \u2014 e a escolha errada pode resultar em projeto subestimado ou superdimensionado.<\/p>\n<p>Escolher qual caminho aplicar \u2014 e entender o que cada um entrega \u2014 \u00e9 o que separa um dimensionamento de funda\u00e7\u00f5es seguro de um projeto subestimado ou superdimensionado.<\/p>\n<section>\n<h2>Por que o c\u00e1lculo de capacidade de carga de estacas vai al\u00e9m do solo<\/h2>\n<p>Um erro frequente \u00e9 tratar a capacidade de carga como se fosse um atributo que pertence apenas ao terreno. Na verdade, a capacidade de carga n\u00e3o \u00e9 uma propriedade unicamente do solo ou da funda\u00e7\u00e3o, visto que depende de propriedades de ambos, como dimens\u00f5es da funda\u00e7\u00e3o, sua profundidade de assentamento e caracter\u00edsticas do solo.<\/p>\n<p>Isso tem implica\u00e7\u00e3o direta no dimensionamento. Mudar o di\u00e2metro da estaca, a tecnologia executiva (h\u00e9lice cont\u00ednua, cravada, escavada) ou a profundidade de assentamento altera o resultado final \u2014 mesmo com o mesmo laudo de sondagem em m\u00e3os. Por isso, o c\u00e1lculo capacidade de carga estacas precisa integrar geotecnia e concep\u00e7\u00e3o estrutural desde o in\u00edcio. Trat\u00e1-los como etapas isoladas compromete a qualidade da solu\u00e7\u00e3o adotada.<\/p>\n<p>A <a href=\"https:\/\/map.eng.br\/servicos\/fundacao\" title=\"Projeto de Funda\u00e7\u00e3o \u2013 MAP Engenharia Estrutural\">escolha do sistema de funda\u00e7\u00e3o mais adequado<\/a> depende dessa leitura integrada. Portanto, perfil de solo, tipo de estrutura, cargas de projeto e restri\u00e7\u00f5es de vizinhan\u00e7a devem ser analisados em conjunto antes de qualquer c\u00e1lculo.<\/p>\n<\/section>\n<section>\n<h2>M\u00e9todos semiemp\u00edricos para c\u00e1lculo de carga em estacas: o papel central do SPT<\/h2>\n<p>Os m\u00e9todos de Aoki-Velloso e D\u00e9court-Quaresma s\u00e3o os dois m\u00e9todos semiemp\u00edricos mais utilizados nacionalmente para determina\u00e7\u00e3o da capacidade de carga. Ambos partem dos valores de N<sub>SPT<\/sub> obtidos na sondagem de reconhecimento do solo. Isso os torna pr\u00e1ticos e amplamente aplic\u00e1veis ao contexto brasileiro, onde o SPT \u00e9 o ensaio geot\u00e9cnico mais difundido.<\/p>\n<h3>M\u00e9todo Aoki-Velloso (1975)<\/h3>\n<p>O m\u00e9todo de Aoki-Velloso, inclu\u00eddo pela NBR 6122, utiliza correla\u00e7\u00f5es com ensaios CPT\/SPT. Sua formula\u00e7\u00e3o distingue os tipos de solo por meio de coeficientes K e \u03b1, que variam com a classifica\u00e7\u00e3o do material atravessado. Para correla\u00e7\u00e3o com SPT, utiliza-se qc = K \u00d7 N<sub>SPT<\/sub> e fs = \u03b1 \u00d7 K \u00d7 N<sub>SPT<\/sub>, em que K e \u03b1 variam com o tipo de solo.<\/p>\n<p>O m\u00e9todo decomp\u00f5e a capacidade total em resist\u00eancia de ponta (RP) e atrito lateral (RL), somados ao final. Pela an\u00e1lise comparativa dos m\u00e9todos semiemp\u00edricos, observaram-se valores mais elevados de resist\u00eancia de ponta para o m\u00e9todo Aoki-Velloso, com destaque em solos arenosos.<\/p>\n<p>Uma caracter\u00edstica relevante: o m\u00e9todo de Aoki-Velloso tende a resultar em valores majorados de capacidade de carga geot\u00e9cnica para solos arenosos. Assim, o projetista deve avaliar os resultados com cautela quando o perfil geot\u00e9cnico apresentar predomin\u00e2ncia de areia.<\/p>\n<h3>M\u00e9todo D\u00e9court-Quaresma (1978)<\/h3>\n<p>O m\u00e9todo de D\u00e9court-Quaresma \u00e9 um processo expedito para a estimativa da capacidade de carga, fundamentado exclusivamente em resultados de ensaios SPT. Sua formula\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m decomp\u00f5e a resist\u00eancia total em parcelas de ponta e lateral, mas adota coeficientes C (para a ponta) e \u03b1 e \u03b2 (para o fuste) que dependem do tipo de solo e do tipo de estaca.<\/p>\n<p>Os resultados de estudos demonstram que a formula\u00e7\u00e3o de D\u00e9court-Quaresma, para os dois tipos de estacas, \u00e9 sens\u00edvel a solos arenosos, indicando resultados conservadores. Por outro lado, valores maiores de resist\u00eancia lateral foram observados para esse m\u00e9todo.<\/p>\n<p>Para a carga admiss\u00edvel, o m\u00e9todo prev\u00ea duas formula\u00e7\u00f5es alternativas. Al\u00e9m disso, a norma orienta adotar a menor entre elas \u2014 o que adiciona uma camada extra de conservadorismo ao resultado.<\/p>\n<h3>Fator de seguran\u00e7a obrigat\u00f3rio nos m\u00e9todos semiemp\u00edricos<\/h3>\n<p>Ambos os m\u00e9todos fornecem a carga de ruptura. Para obter o valor admiss\u00edvel de projeto, o projetista aplica um fator de seguran\u00e7a m\u00ednimo de 2,0, conforme exige a NBR 6122. Esse fator reflete as incertezas inerentes \u00e0s correla\u00e7\u00f5es com o SPT e \u00e0 variabilidade natural do solo.<\/p>\n<\/section>\n<section>\n<h2>Comparativo t\u00e9cnico no c\u00e1lculo de capacidade de carga: Aoki-Velloso \u00d7 D\u00e9court-Quaresma<\/h2>\n<p>A d\u00favida mais comum entre projetistas \u00e9 qual m\u00e9todo adotar no c\u00e1lculo capacidade de carga estacas. A resposta honesta \u00e9 que cada um tem dom\u00ednio de validade pr\u00f3prio. Para um mesmo tipo de solo, tais m\u00e9todos acarretam resultados diferentes, visto que os coeficientes de cada um foram elaborados para um dado dom\u00ednio de validade \u2014 ou seja, foram desenvolvidos observando caracter\u00edsticas de solo e a rela\u00e7\u00e3o deste com os diferentes tipos de estaca.<\/p>\n<table>\n<thead>\n<tr>\n<th>Crit\u00e9rio<\/th>\n<th>Aoki-Velloso (1975)<\/th>\n<th>D\u00e9court-Quaresma (1978)<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody>\n<tr>\n<td>Ensaio de refer\u00eancia<\/td>\n<td>CPT e SPT (com correla\u00e7\u00e3o)<\/td>\n<td>SPT exclusivamente<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Coeficientes por tipo de solo<\/td>\n<td>K e \u03b1 \u2014 maior diversidade de tipos<\/td>\n<td>C, \u03b1 e \u03b2 \u2014 mais gen\u00e9ricos<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Comportamento em solos arenosos<\/td>\n<td>Tende a majorar a resist\u00eancia<\/td>\n<td>Tende a ser conservador<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Comportamento em solos argilosos<\/td>\n<td>Resultados equilibrados<\/td>\n<td>Resultados geralmente pr\u00f3ximos<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Resist\u00eancia de ponta<\/td>\n<td>Frequentemente maior<\/td>\n<td>Frequentemente menor<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Resist\u00eancia lateral<\/td>\n<td>Frequentemente menor<\/td>\n<td>Frequentemente maior<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Ambos os m\u00e9todos s\u00e3o eficientes, mas o m\u00e9todo de Aoki-Velloso demonstra-se mais arrojado em rela\u00e7\u00e3o ao de D\u00e9court-Quaresma. Contudo, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel dizer que h\u00e1 um m\u00e9todo errado e outro certo, pois ambos foram resultados de estudos, experi\u00eancias e pr\u00e1tica, cada um com suas especificidades.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, ao dimensionar estacas h\u00e9lice cont\u00ednua, a boa pr\u00e1tica \u00e9 aplicar os dois m\u00e9todos em paralelo e confrontar os resultados antes de definir a carga de projeto.<\/p>\n<\/section>\n<section>\n<h2>Provas de carga em estacas: quando o ensaio de campo \u00e9 insubstitu\u00edvel<\/h2>\n<p>Os m\u00e9todos semiemp\u00edricos s\u00e3o estimativas \u2014 e toda estimativa carrega incerteza. A NBR 6122 recomenda, sempre que poss\u00edvel, a realiza\u00e7\u00e3o de provas de carga para comprovar a capacidade admiss\u00edvel. Quando realizadas, elas passam a ser a refer\u00eancia de projeto, superando as previs\u00f5es te\u00f3ricas.<\/p>\n<h3>Prova de carga est\u00e1tica (PCE)<\/h3>\n<p>O ensaio de Prova de Carga Est\u00e1tica fundamenta-se na aplica\u00e7\u00e3o controlada e gradual de esfor\u00e7os \u00e0 estaca de funda\u00e7\u00e3o, permitindo uma an\u00e1lise minuciosa de sua resposta. Esse procedimento oferece uma vis\u00e3o abrangente do comportamento do elemento sob condi\u00e7\u00f5es est\u00e1ticas. Dessa forma, simula, com alta precis\u00e3o, os esfor\u00e7os que o fuste e a ponta suportar\u00e3o ao longo de toda a vida \u00fatil da estrutura.<\/p>\n<p>Quando bem planejado, o ensaio PCE permite confrontar o projeto com o comportamento real do conjunto solo-estaca, reduzindo incertezas e riscos geot\u00e9cnicos. Al\u00e9m disso, a prova de carga est\u00e1tica serve como refer\u00eancia para calibra\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos semiemp\u00edricos baseados em SPT ou CPT.<\/p>\n<p>O procedimento de execu\u00e7\u00e3o \u00e9 regido pela norma ABNT NBR 16903:2020 \u2014 Solo \u2014 Prova de carga est\u00e1tica em funda\u00e7\u00e3o profunda.<\/p>\n<h3>Prova de carga din\u00e2mica (PDA)<\/h3>\n<p>A prova de carga din\u00e2mica, tamb\u00e9m conhecida como &#8220;ensaio PDA&#8221; (Pile Driving Analyser), utiliza as equa\u00e7\u00f5es desenvolvidas com base na equa\u00e7\u00e3o da onda. Esse ensaio permite estimar a carga mobilizada durante a crava\u00e7\u00e3o ou na recrava\u00e7\u00e3o, decorrido um tempo ap\u00f3s a crava\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A prova de carga din\u00e2mica \u00e9 mais r\u00e1pida e barata, mas seu uso exclusivo depende da quantidade de estacas executadas. A prova de carga est\u00e1tica, por outro lado, \u00e9 considerada por muitos profissionais como mais confi\u00e1vel que a din\u00e2mica, sendo obrigat\u00f3ria em alguns casos. Essa opini\u00e3o se fundamenta na medida direta das tens\u00f5es e deforma\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h3>Crit\u00e9rio normativo para substitui\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Para comprova\u00e7\u00e3o de desempenho, os ensaios est\u00e1ticos podem ser substitu\u00eddos por monitoramento din\u00e2mico na propor\u00e7\u00e3o de cinco ensaios PDA para cada prova de carga est\u00e1tica em obras cujo n\u00famero de estacas esteja entre os valores da coluna B e duas vezes esse valor. Acima desse quantitativo, ser\u00e1 obrigat\u00f3ria pelo menos uma prova de carga est\u00e1tica, conforme NBR 6122:2022.<\/p>\n<\/section>\n<section>\n<h2>Dimensionamento estrutural das estacas: a interface com a ABNT NBR 6118:2026<\/h2>\n<p>O c\u00e1lculo geot\u00e9cnico define a carga que o solo suporta. Entretanto, a estaca, como elemento estrutural, tamb\u00e9m precisa resistir a essa carga internamente \u2014 e a\u00ed entra o dimensionamento estrutural.<\/p>\n<p>O dimensionamento dos trechos em que a estaca sofre esfor\u00e7os de compress\u00e3o, tra\u00e7\u00e3o, flex\u00e3o, tor\u00e7\u00e3o ou cortante deve ser realizado de acordo com a NBR 6118 \u2014 Projeto de estruturas de concreto. Nesse processo, adotam-se os valores de resist\u00eancia caracter\u00edstica do material e os coeficientes de majora\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es e minora\u00e7\u00e3o das resist\u00eancias indicados naquela norma e na NBR 6122.<\/p>\n<p>Para estacas de concreto armado, o dimensionamento estrutural segue a <strong>ABNT NBR 6118:2026<\/strong>. Para estacas met\u00e1licas \u2014 como os perfis tubulares cravados em algumas funda\u00e7\u00f5es industriais \u2014 o projeto estrutural obedece \u00e0 <strong>ABNT NBR 8800:2024<\/strong>. A integra\u00e7\u00e3o entre geotecnia e c\u00e1lculo estrutural \u00e9 indispens\u00e1vel: um projeto de funda\u00e7\u00e3o completo n\u00e3o separa essas duas dimens\u00f5es.<\/p>\n<p>Vale ressaltar tamb\u00e9m a import\u00e2ncia da investiga\u00e7\u00e3o do solo antes de qualquer dimensionamento. A interpreta\u00e7\u00e3o correta do laudo de sondagem SPT determina quais par\u00e2metros de solo entram nos m\u00e9todos semiemp\u00edricos. Um dado mal lido nessa etapa se propaga por todo o c\u00e1lculo capacidade de carga estacas.<\/p>\n<\/section>\n<section>\n<h2>Como aplicar o c\u00e1lculo de capacidade de carga de estacas em projetos reais<\/h2>\n<p>Para arquitetos que atuam como parceiros t\u00e9cnicos em projetos de alto padr\u00e3o, entender o racioc\u00ednio por tr\u00e1s do dimensionamento de funda\u00e7\u00f5es facilita conversas produtivas com o calculista. Al\u00e9m disso, esse entendimento evita surpresas no partido arquitet\u00f4nico.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, o fluxo t\u00e9cnico de um <a href=\"https:\/\/map.eng.br\/servicos\/fundacao\" title=\"Projeto de Funda\u00e7\u00e3o \u2013 MAP Engenharia Estrutural\">projeto de funda\u00e7\u00e3o estruturado<\/a> segue estas etapas:<\/p>\n<ol>\n<li><strong>Investiga\u00e7\u00e3o do solo:<\/strong> sondagem SPT (ou CPT, quando dispon\u00edvel) com densidade de pontos adequada ao porte da obra.<\/li>\n<li><strong>Defini\u00e7\u00e3o do tipo de estaca:<\/strong> com base no perfil geot\u00e9cnico, cargas da estrutura, restri\u00e7\u00f5es de vizinhan\u00e7a e prazo da obra.<\/li>\n<li><strong>C\u00e1lculo semiemp\u00edrico:<\/strong> aplica\u00e7\u00e3o dos m\u00e9todos Aoki-Velloso e D\u00e9court-Quaresma em paralelo, para balizamento m\u00fatuo dos resultados.<\/li>\n<li><strong>Defini\u00e7\u00e3o da carga admiss\u00edvel:<\/strong> aplica\u00e7\u00e3o do fator de seguran\u00e7a m\u00ednimo exigido pela ABNT NBR 6122:2022.<\/li>\n<li><strong>Dimensionamento estrutural da estaca:<\/strong> verifica\u00e7\u00e3o dos esfor\u00e7os internos conforme ABNT NBR 6118:2026 ou ABNT NBR 8800:2024.<\/li>\n<li><strong>Controle de campo:<\/strong> execu\u00e7\u00e3o de provas de carga nos quantitativos definidos pela norma, validando as previs\u00f5es te\u00f3ricas.<\/li>\n<\/ol>\n<p>A MAP Engenharia Estrutural \u00e9 um escrit\u00f3rio especializado em projetos de engenharia em concreto armado, estrutura met\u00e1lica e funda\u00e7\u00f5es para obras residenciais, comerciais e industriais em todo o Brasil. O escrit\u00f3rio integra o dimensionamento geot\u00e9cnico e a an\u00e1lise estrutural de funda\u00e7\u00f5es em uma solu\u00e7\u00e3o completa, sem terceirizar etapas cr\u00edticas. Experi\u00eancia, dedica\u00e7\u00e3o e atualiza\u00e7\u00e3o constante s\u00e3o os pilares que sustentam cada empreendimento entregue.<\/p>\n<\/section>\n<section class=\"faq-section\">\n<h2>Perguntas Frequentes sobre C\u00e1lculo de Capacidade de Carga de Estacas<\/h2>\n<div class=\"faq-item\">\n<h3>Qual \u00e9 a diferen\u00e7a entre o m\u00e9todo Aoki-Velloso e o D\u00e9court-Quaresma?<\/h3>\n<p>O m\u00e9todo Aoki-Velloso utiliza correla\u00e7\u00f5es com ensaios CPT e SPT, diferenciando os solos por coeficientes K e \u03b1 \u2014 com maior diversidade de classifica\u00e7\u00f5es. O m\u00e9todo D\u00e9court-Quaresma \u00e9 baseado exclusivamente em valores de N<sub>SPT<\/sub> e usa coeficientes C, \u03b1 e \u03b2. Em solos arenosos, Aoki-Velloso tende a resultar em valores de resist\u00eancia mais elevados, enquanto D\u00e9court-Quaresma tende a ser mais conservador. A boa pr\u00e1tica \u00e9 aplicar ambos e comparar os resultados antes de definir a carga admiss\u00edvel de projeto.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div class=\"faq-item\">\n<h3>Qual norma rege o projeto e a execu\u00e7\u00e3o de funda\u00e7\u00f5es com estacas no Brasil?<\/h3>\n<p>A norma vigente \u00e9 a ABNT NBR 6122:2022 \u2014 Projeto e execu\u00e7\u00e3o de funda\u00e7\u00f5es (quarta edi\u00e7\u00e3o, publicada em 25 de mar\u00e7o de 2022). Ela estabelece os requisitos para o dimensionamento geot\u00e9cnico das estacas, incluindo os crit\u00e9rios para uso de m\u00e9todos semiemp\u00edricos, provas de carga e fatores de seguran\u00e7a. A verifica\u00e7\u00e3o dos elementos de concreto armado segue adicionalmente a ABNT NBR 6118:2026.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div class=\"faq-item\">\n<h3>Quando \u00e9 obrigat\u00f3ria a prova de carga em estacas?<\/h3>\n<p>A ABNT NBR 6122:2022 e a ABNT NBR 16903:2020 definem os crit\u00e9rios de obrigatoriedade. Em linhas gerais, obras com n\u00famero de estacas acima dos limites normativos exigem pelo menos uma prova de carga est\u00e1tica. Para quantitativos intermedi\u00e1rios, a substitui\u00e7\u00e3o por ensaios din\u00e2micos (PDA) \u00e9 permitida na propor\u00e7\u00e3o de cinco monitoramentos para cada ensaio est\u00e1tico \u2014 uma alternativa \u00e1gil e economicamente vantajosa. J\u00e1 em obras com pouqu\u00edssimas estacas e tens\u00f5es de trabalho baixas, esses ensaios podem n\u00e3o ser obrigat\u00f3rios, mas continuam sendo recomendados como boa pr\u00e1tica de engenharia.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div class=\"faq-item\">\n<h3>O que \u00e9 o fator de seguran\u00e7a de 2,0 nos m\u00e9todos semiemp\u00edricos?<\/h3>\n<p>Ao aplicar m\u00e9todos como Aoki-Velloso ou D\u00e9court-Quaresma, o resultado direto das f\u00f3rmulas representa a carga de ruptura \u2014 ou seja, o esfor\u00e7o que levaria o solo \u00e0 ruptura ou \u00e0 deforma\u00e7\u00e3o excessiva. Para chegar ao valor admiss\u00edvel de projeto, utilizado no dimensionamento do bloco e do pilar, a NBR 6122:2022 exige a divis\u00e3o por um fator de seguran\u00e7a m\u00ednimo de 2,0. Esse fator compensa as incertezas inerentes \u00e0s correla\u00e7\u00f5es com o SPT e \u00e0 variabilidade do solo.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div class=\"faq-item\">\n<h3>Quem deve elaborar o projeto de funda\u00e7\u00e3o com dimensionamento de estacas?<\/h3>\n<p>O projeto de funda\u00e7\u00e3o, incluindo o c\u00e1lculo da capacidade de carga de estacas, \u00e9 atribui\u00e7\u00e3o de engenheiro civil com especializa\u00e7\u00e3o em geotecnia ou estruturas, devidamente registrado no <a href=\"https:\/\/www.confea.org.br\" title=\"Conselho Federal de Engenharia e Agronomia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">CONFEA<\/a>\/CREA. O arquiteto parceiro pode e deve participar ativamente da defini\u00e7\u00e3o do partido estrutural \u2014 especialmente quando h\u00e1 condicionantes arquitet\u00f4nicas que impactam a escolha do sistema de funda\u00e7\u00e3o \u2014, mas a responsabilidade t\u00e9cnica pelo c\u00e1lculo estrutural \u00e9 do engenheiro calculista.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/section>\n<\/article>\n<div style=\"margin-top:40px;padding:20px;background:#fffbeb;border:1px solid #fcd34d;border-radius:4px;font-size:13px;color:#555\"><strong style=\"display:block;margin-bottom:8px;color:#333\">Aviso T\u00e9cnico<\/strong><\/p>\n<p style=\"margin:0;line-height:1.6\">As informa\u00e7\u00f5es apresentadas neste artigo t\u00eam car\u00e1ter informativo e educacional, e n\u00e3o substituem a elabora\u00e7\u00e3o de um projeto estrutural espec\u00edfico. Cada obra possui caracter\u00edsticas pr\u00f3prias que exigem an\u00e1lise t\u00e9cnica individualizada por engenheiro habilitado, conforme as normas da ABNT e a legisla\u00e7\u00e3o vigente. Para solu\u00e7\u00f5es aplicadas ao seu projeto, consulte um engenheiro estrutural.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O c\u00e1lculo capacidade de carga estacas resulta da soma de duas parcelas: a resist\u00eancia de ponta e a resist\u00eancia por atrito lateral, conforme estabelece\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1,2,3,4,6],"tags":[9,23,17,33,101],"class_list":["post-110","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog","category-engenharia-estrutural","category-estrutura-metalica","category-fundacoes","category-para-construtoras","tag-calculo-estrutural","tag-dimensionamento-de-fundacoes","tag-estacas","tag-geotecnia","tag-nbr-6122"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/map.eng.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/110","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/map.eng.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/map.eng.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/map.eng.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/map.eng.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=110"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/map.eng.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/110\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/map.eng.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=110"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/map.eng.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=110"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/map.eng.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=110"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}